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Jerusalem: Chronicles from the Holy City , by Guy Delisle
“Acclaimed graphic memoirist Guy Delisle returns with his strongest work yet—a thoughtful and moving travelogue about life in the Holy City.
Guy Delisle expertly lays the groundwork for a cultural road map of contemporary Jerusalem, utilizing the classic stranger in a strange land point of view that made his other books, pyongyang, shenzhen, and burma chronicles required reading for understanding what daily life is like in cities few are able to travel to. In jerusalem: chronicles from the holy city, Delisle explores the complexities of a city that represents so much to so many. He eloquently examines the impact of the conflict on the lives of people on both sides of the wall while drolly recounting the quotidian: checkpoints, traffic jams, and holidays.
When observing the Christian, Jewish, and Muslim populations that call Jerusalem home, Delisle’s drawn line is both sensitive and fair, assuming nothing and drawing everything. Jerusalem showcases once more Delisle’s mastery of the travelogue.”source: drawn & quarterly
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Muitas das histórias que temos contado neste Blog sobre o Rio de Janeiro falam das recentes alterações na cidade em função dos grandes eventos que se aproximam: Copa e Olimpíadas.
O Comité Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro tem servido como observatório dessas alterações. Leia AQUI o seu mais recente relatório: Mega Eventos e Violações dos Direitos Humanos no Rio de Janeiro, que traz-nos alguns apontamentos importantes sobre os movimentos do mercado imobiliário, privatização de espaços públicos e colectivos, moradia e reforço das medidas de controlo e segurança.
«Desde o momento em que foi anunciada a escolha do rio de Janeiro como sede das olimpíadas de 2016, a grande imprensa, políticos e diversos analistas têm ressaltado as oportunidades provenientes da ampliação dos investimentos na cidade, destacando as possibilidades de enfrentamento dos grandes problemas, como o da mobilidade urbana e o da recuperação de espaços degradados para a habitação, comércio e turismo, caso da área central. nesse contexto, a prefeitura da Cidade do rio de Janeiro desenvolve e anuncia o projeto da Cidade olímpica, com o objetivo de acabar com a cidade partida, integrar, levar dignidade à população.
Entretanto, o início das ações na direção desse projeto permite afirmar que a cidade avança em sentido oposto ao da integração social e da promoção da dignidade humana. Os impactos das intervenções urbanas são de grandes proporções, e envolvem diversos processos de exclusão social, com destaque para as remoções. Para se ter uma ideia, as informações disponíveis possibilitam estimar gastos da ordem de um bilhão de reais com desapropriações, apenas para a implantação dos brts – Bus Rapid Transit. »
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— Ryu Murakami is one of Japan’s most celebrated and controversial authors. His first novel, Almost Transparent Blue, was a dark book about disillusioned Japanese kids burning themselves out in a spiral of dope and rock music under the shadow and influence of an American army base. Written at the age of 24, it won him the Akutagawa Prize, one of Japan’s most prestigious literary awards, and cemented Murakami’s reputation as the master of dark and violent literature in his native country. Now 61, Murakami has continued to produce works that aim to get to the root of an increasingly fractured nation, through the lens of its most debased, violent, and cast-out members.
(via Outcast Japan: A Chat About the Future with Ryu Murakami | Motherboard)
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Hoje, na sala de arquivo dos Paços do Concelho, é lançada a revista Rossio, uma edição semestral digital dedicada a estudos de Lisboa. O lançamento de hoje terá a presenta de José Augusto França.
Editorial do número 0:
O rossio, espaço de fruição e encontro presente na maioria das nossas vilas e cidades é, desde a Idade Média, polo central de múltiplas vivências. A ele convergiam os principais eixos da urbe, e era no rossio que se realizavam feiras e mercados; era o rossio que servia de palco para manifestações religiosas de maior dimensão; e era nesse terreiro que ocorriam exercícios militares, julgamentos públicos e manifestações populares espontâneas.
Também em Lisboa, devota ou mundana, dos fidalgos e dos revolucionários, dos artistas ao povo humilde e à burguesia – todos ali se cruzavam – ainda que representando mundos diferentes, conceções antagónicas, costumes diversos… É neste sentido que optámos por chamar rossio a esta nova revista, entendida como espaço de apelo à memória e à história da Cidade, para onde todos confluímos e onde nos reencontramos para conversar ideias, expor pontos de vista e formas de viver, e interpretar uma cidade plural e multifacetada.
Em Dezembro de 1979, quando a «Revista Municipal» reinicia a sua publicação após alguns anos de interregno, Aquilino Ribeiro Machado escreve que“(…)fique registado tudo o que de mais significante se for produzindo para o conhecimento de Lisboa, quer remontando ao seu passado, quer apontando ao seu futuro, seja ele a objectiva explicitação das grandes linhas de força, subjacentes ao processo de transformação que nunca pára, seja ele a teorização ou mesmo a utopia de uma nova sociedade urbana que se deseja.” São objetivos que permanecem atuais, e que subscrevemos com a devida vénia, em memória ao primeiro Presidente da Câmara Municipal de
Lisboa a ser eleito de acordo com a constituição de 1976. Este outro rossio é uma revista aberta à participação dos que estudam e trabalham a Cidade – no seu passado, presente e futuro - e nas suas múltiplas vertentes. Estamos certos de que esta revista constituirá uma oportunidade privilegiada para a produção e divulgação de conhecimento da história e cultura de Lisboa, reforçando os laços de identidade dos que estudam, vivem e amam esta Cidade.
Jorge Ramos de Carvalho
Leia AQUI a número 0 da revista.
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Sempre me safei com o eléctrico 28 e naquele dia a sorte também não me faltou. A carteira estava recheada de notas e os cartões de crédito até assustavam. Era camone, como convém, senti assim como uma chama de alegria a arder por dentro, que me parecia dizer que não tinha feito nada de mal, que dinheiro era do que ele menos precisava. E eu por aqueles dias já estava a ficar nas lonas.
No dia a seguir, quando li no jornal que tinham roubado a carteira de um senhor da Troika, fiquei preocupado. Se calhar vão logo pensar em milhões de euros, quando não passou de 200 e picos, mais coisa menos coisa. Como tenho um currículo jeitoso e nesta Lisboa todos se conhecem e se chibam por dá cá aquela palha, fiquei um pouco preocupado e decidi dar de frosques por uns dias. (…)
A redacção trata, na primeira pessoa, a figura de um carteirista experimentado do electrico 28 e a sua emigração temporária para Bruxelas. É parte de um conto de Domingos Galamba - «A Saída dos Cérebros para o Estrangeiro» - incorporado na Colectânea Contos Capitais.
O livro é uma obvia exploração comercial bem sucedida. Não é um livro de viagens, mas poderia ser; não é um livro de ficções, mas poderia ser; não é um livro de escritores consagrados, mas poderia ser. Tem, na verdade um bocado de cada uma das soluções apontadas aludindo a vários critérios de selecção, com possibilidades de atracção de um público mais vasto.
Em Contos Capitais reúnem-se 30 cidades e o mesmo número de escritores, alguns bem conhecidos do grande público: Urbano Tavares Rodrigues, José Jorge Letria, Baptista-Bastos, Mário de Carvalho, David Toscana, António Sarabia, entre outros.
As cidades: Bissau, Lisboa, Havana, Berlim, Estocolmo, Ashitveba, Oslo, Bruxelas, São Tomé, Londres, Seul, Atenas, Tallin, La Paz, Catmandu, Paris, Montevideu, Praga, Buenos Aires, Cidade do México, Varsóvia, Madrid, Roma, Sarajevo, Brasília, Palenque, Luxemburgo, Washington, Damasco e Dublin.
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Não se trata apenas da emancipação do domínio de um grupo de seres humanos sobre os outros: os capitalistas sobre os proletários, os ricos sobre os pobres, os homens sobre as mulheres, os brancos sobre os negros, o norte do mundo sobre o sul, os heterosexuais sobre os «desviados»…
Por muito que estas exigências sejam justificadas em cada caso concreto, em geral elas conduzem à continuação do desastre com uma gestão mais heterogênea e com uma distribuição de vantagens e desvantagens que nem sequer é mais equitativa, mas que muda apenas de tipo de injustiça. No melhor dos casos, conduz ao direito de toda a gente comer no McDonald´s e de votar nas eleições, ou então ao direito de ser torturado por um polícia que tem a mesma cor de pele, o mesmo sexo e fala a mesma língua Não se escapa aos constrangimentos estruturais do sistema democratizando o acesso às suas funções.
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Trata-se de uma reedição. A primeira foi ainda nos anos 90, quando os trabalhos de arquivo sobre o período da história da ditadura portuguesa ainda não abundavam. Valdemar Cruz volta a reeditar Histórias Secretas do Atentado a Salazar este ano, com prefácio de Manuel Loff.
Grande parte da redacção centra-se no desajuste e rivalidades entre várias forças policiais, em especial a PSP e a PVDE (anterior à Pide), mas ainda os conflitos entre divisões da PVDE e a ingerência da polícia política italiana, a pedido de Portugal.
Todo o processo do único atentado a Salazar foi encontrado num cofre da Polícia Judiciária em 1996, nem constava dos artigos oficiais da PIDE. Essa leak permitiu a Valdemar escrever o livro, e por isso apresenta agradecimento a Fernando Negrão (ex Director Geral da PJ).
O atentado realizou-se em 1937, decorria a Guerra Civil Espanhola e a PVDE aprontou-se a prender o maior número de pessoas possível até conseguir construir a história que lhe convinha. A história era: uma conspiração internacional, a mando do Komintern, executada pelo PCP, para promover a construção dos estados soviéticos da Ibéria. Os brandos costumes nunca permitiriam que ideia tão nefasta, como a de matar Salazar, fosse iniciativa de algum cidadão nacional.
Após dezenas de prisões, torturas, chantagens e espancamentos, um grupo de indivíduos, com a já citada «ajuda» dos agentes da PVDE, elaborou entre o sangue e a dentição perdida, a tal história requerida pelo Regime e sua nomenclatura.
O absurdo acontece, quando os verdadeiros elementos que conspiraram para matar Salazar são detidos por outra secção da PVDE. Tinham combinado entre si que, em caso de detenção, assumiriam o atentado para evitar torturas e para reclamar o seu propósito: a solidariedade com as forças Repúblicanas do Estado Espanhol. Eram anarquistas e não comunistas.
A detenção do primeiro grupo e o seu modus operandi já estava amplamente divulgado nos jornais. A PVDE resolve promover uma confrontação entre os presos. Resultado: o primeiro grupo manteve a história (não esqueceram certamente as longas semanas de tortura), e o segundo também.
Nesse encontro entre os dois grupos de detidos, a PVDE mandou recolher o primeiro às celas e ficaram a espancar e torturar o segundo grupo. Afinal, o excesso de detalhes que evidenciaram só podia ser de quem não fez nenhum atentado e seriam, certamente, elementos a mando do PCP para baralhar a investigação.
Basicamente, durante a investigação, a PVDE transformou um grupo de pobres alcoólicos analfabetos em elementos revolucionários com redes internacionais; e um grupo de anarquistas em comunistas.
Tudo podia ficar por aqui, não fosse o zelo e desejo de vingança (para com a PVDE) de um alto graduado da PSP, para quem as descrições do atentado publicadas nos jornais eram ridículas. Em vários movimentos de investigação e influência política, o oficial da PSP conseguiu comprovar a verdadeira história.
Atenção: o livro é de fácil leitura.
Os três anos da guerra espanhola acabaram por vir a ser, na totalidade do período que vai desde 1933 (ano da criação da polícia política) até 1960 (último ano antes do início da Guerra Colonial), o momento de mais intensa repressão exercida sobre os cidadãos portugueses - isto é, excluindo as populações africanas e asiáticas submetidas à autoridade colonial portuguesa. Das 24000 pessoas presas pela PVDE/PIDE em solo metropolitano neste período, 10000 foram presas entre 1936 e 1939, sendo em 1937 o ano em que se fizeram mais detenções políticas - de acordo com as investigações incompletas dos arquivos PVDE/PIDE/DGS.
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Marx dit que les révolutions sont les locomotives de l’histoire universelle. Mais peut-être qu’il en est tout autrement. Peut-être que les révolutions sont le signal d’alarme sur lequel tire le genre humain voyageant dans ce train pour l’arrêter.
— Walter Benjamin, « L’Oeuvre d’art à l’époque de sa reproductibilité technique »
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Krautrocksampler: One Head’s Guide to the Great Kosmische Musik - 1968 Onwards
Written by musicologist and former The Teardrop Explodes singer, Julian Cope, is a book describing the underground music scene in Germany from 1968 through the 1970s. The book was first published in the United Kingdom in 1995 by Head Heritage, and was later translated into German and French. It has now been long out of print, with original copies changing hands for surprisingly large amounts of money. Despite this continued demand for Krautrocksampler, Cope has stated that the book will not be updated or reprinted, claiming that it contains some “factual errors and that he doesn’t want to position himself as an expert, having met people he considers better informed.”[1]
Krautrocksampler gives a subjective and very animated account of the phenomenon of krautrock from the perspective of the author, who states: “I wrote this short history because of the way I feel about the music, that its supreme Magic & Power has lain Unrecognised for too long.”[2] This subjectivity has been criticised for presenting “too narrow” a view of the genre, with critics citing “the lack of an in-depth assessment of Agitation Free or Xhol Caravan” as examples.[1]
The book comprises a narrative of the rock and roll culture in post-WWII West Germany, along with chapters focusing on individual major artists, including Faust, Tangerine Dream, Neu!, Amon Düül I and II, Ash Ra Tempel, Rolf-Ulrich Kaiser and the Cosmic Jokers and advocate of psychedelic drugs Timothy Leary. It also has an annotated appendix of “50 Kosmische Classics.” Some chapters appeared previously in the UK music magazine The Wire and in the German music magazine Spex.
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lisboa.stress.fm: E de novo, Lisboa, te remancho,numa deriva de quem tudo olhade viés:... →
E de novo, Lisboa, te remancho,
numa deriva de quem tudo olha
de viés: esvaído, o boi no gancho,
ou o outro vermelho que te molha
Sangue na serradura ou na calçada,
que mais faz se é de homem ou de boi?
O sangue é sempre uma papoila errada,
cerceado do coração que foi.
Groselha, na…
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Dia 24 de Abril às 18h abre a livraria da BOESG. Horários e actividades nos cartazes.
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Asociación ilícita. Los archivos secretos de la dictadura es el nuevo libro de investigación periodística que nos presenta CEIBO Ediciones, que ya antes había publicado con gran éxito de ventas La danza de los cuervos, el destino final de los detenidos desaparecidos, del periodista Javier Rebolledo. En esta ocasión los autores de este trabajo son los periodistas Carlos Dorat Guerra y Mauricio Weibel Barahona.
La dictadura militar impuesta en 1973, en su afán de exterminar a quienes consideraba como el “enemigo interno”, creó una extensa red de espionaje político que funcionó dentro y fuera del país. En esta red participaron tanto militares como civiles, utilizando toda la infraestructura del Estado que estuvo a su alcance. Los servicios de seguridad y represión intervinieron ministerios, municipios, juntas de vecinos, universidades, etcétera. Los civiles que participaron del régimen tuvieron un papel no menor en estas actividades solapadas, convirtiéndose en la práctica en soplones de los militares (como es el caso del actual diputado Alberto Cardemil), intercambiando información con los aparatos clandestinos de las fuerzas armadas de manera permanente, en especial con la DINA primero y luego con la CNI.
Estos casos son muy bien explicado por los autores de Asociación ilícita. Los archivos secretos de la dictadura, argumentando con respaldo de documentos confidenciales –y oficiales- de la dictadura, varios de los cuales son reproducidos en el volumen. “Las historias ocultas en estos archivos confirman que los cuerpos represivos chilenos, la Dirección de Inteligencia Nacional (DINA) primero y su sucesora, la Central Nacional de Informaciones (CNI), siempre actuaron desde el corazón de la institucionalidad durante la dictadura militar que asoló el país entre 1973 y 1990. Here


