newyorker:

Dan Rockmore on Salman Rushdie and digital archiving: http://nyr.kr/1mZFMyq

“The influx of digital written material has presented a challenge to archivists: Outside of just setting a computer on a table like some sort of oversized paperweight, how does one present a writer’s computer to the public?”

Photograph by Erik S. Lesser/The New York Times/Redux.

newyorker:

Dan Rockmore on Salman Rushdie and digital archiving: http://nyr.kr/1mZFMyq

“The influx of digital written material has presented a challenge to archivists: Outside of just setting a computer on a table like some sort of oversized paperweight, how does one present a writer’s computer to the public?”

Photograph by Erik S. Lesser/The New York Times/Redux.

Ao longo de um universo temporal de quatrocentos anos, Ivo Andric em A Ponte Sobre o Drina ensaia histórias, mitos e factos em torno da ponte sobre o rio Drina em Visegrad (Bósnia), álibi para explicar as complexas relações vivenciadas entre os seus habitantes.
Assim, em traços quotidianos, entre impérios e credos: sérvios, bósnios, turcos, ciganos, austro-húngaros, ou/e ortodoxos, católicos, muçulmanos e judeus, suportam a trama histórica de Andric.
Andric cresceu em Visegrad; essas relações fazem parte da sua contemporaneidade. No livro, a convivialidade entre pessoas de credos diferentes, é essencialmente corrompida pelos desígnios políticos, históricamente representados por aspirações imperiais: sérvias, otomanas ou austro-húngaras.
Essa narrativa é consentânea com o apoio de Andric ao projecto jugoslavo, com a matriz de criar uma convivialidade entre os povos eslavos do sul, livre do colonialismo imperial e suas tentações.
A recente guerra das Balcãs acrescentou mais um capítulo à sobreposição das vontades políticas. Houve extermínio e limpeza étnica em Visegrad, todas as mesquitas destruídas, 60% (percentagem de muçulmanos) da sua população abandonou a cidade, assim ditou Dayton.  
Visegrad faz agora parte da Repúlbica Srpska, a entidade Sérvia da Bósnia-Herzegovina. Vinte anos passaram do fim da guerra, os minaretes voltaram aos céus da cidade. 
Assim disse Andric:
1. As crianças cristãs, nascidas na margem esquerda, atravessam a ponte nos seus primeiros dias de vida, pois logo na primeira semana levam-nas à igreja para as baptizarem. Mas todas as outras crianças, as que nascem na margem direita, e as muçulmanas, que nem se baptizam, passam, como já acontecera com os pais e avós, a parte principal da infância na ponte ou perto dela.

2. Tudo isto observava a gente que, até então, tinha vivido em paz nas suas casas semeadas pelas encostas junto da barca do Drina. E seria tudo muito bom se pudessem apenas contemplar o progresso da obra: mas estas obras tomararm uma tal proporção e uma tal extensão , que arrastavam para a voragem todos os seres vivos e coisas inanimadas, não só da cidade, mas também de longe.
(…)
Havia mais dinheiro do que antes, mas os preços subiam e a pobreza aumentava mais rapidamente do que chegava o dinheiro que quando ia parar às mãos dos homens já estava meio gasto. Para as gentes da cidade, ainda mais inquietante do que a subida dos preços e dívidas, era o desassossego, a confusão e insegurança que agora reinavam na cidade por causa de tantos trabalhadores vindos sabia-se lá de onde.
(…)
As mulheres muçulmanas têm de cobrir o rosto mesmo quando saem para os seus quintais, pois de todos os lados chegam os olhares de um número sem fim de trabalhadores deste e de outros lugares; os turcos da cidade cumprem rigorosamente os modos do Islão , ainda mais porque todos eles são muçulmanos novos, e não há nenhum que não se recorde de um pai ou de um avô cristão ou recém convertido à fé maometana.
3-  A partir desse dia eram levados para as Portas todos os que eram suspeitos ou culpados de participarem na revolta, presos quer na própria ponte ou em qualquer parte da raia. Ai decapitavam os insurrectos ou simplesmente os infortunados, colocando as suas cabeças sobre as estacas dispostas em redor do fortim. Quanto aos corpos, caso ninguém se apresentasse a reclamá-los, lançavam-nos do alto da ponte para o Drina.

4 - Pelo menos que o povo se lembrasse, nunca houvera um tal silêncio na cidade. As lojas nem chegaram a ser abertas. Nas casas, as portas e as janelas ficaram fechadas, apesar de ser um daqueles dias quentes e soalheiros de fins de Agosto. Ruelas desertas, pátios e jardins como mortos. Nas casas turcas reinava o desalento e a confusão, nas cristas a prudência e a desconfiança. Mas em todas elas - medo. Os austríacos que acabaram de chegar temem emboscadas, os turcos receiam os germanos, e os sérvios os germanos e os turcos. Os judeus, esses, tremem diante de todos, porque sobretudo em tempo de guerra, todos são mais fortes do que eles. Todos eles carregam ainda os ecos do bombardeamento da véspera nos ouvidos. E se todas as pessoas tivessem obedecido ao medo, nem só uma teria posto os pés na rua nesse dia. Mas, qualquer homem tem os seus senhores e patrões.

VER FOTO REPORTAGEM DOS BALCÃS

Ao longo de um universo temporal de quatrocentos anos, Ivo Andric em A Ponte Sobre o Drina ensaia histórias, mitos e factos em torno da ponte sobre o rio Drina em Visegrad (Bósnia), álibi para explicar as complexas relações vivenciadas entre os seus habitantes.

Assim, em traços quotidianos, entre impérios e credos: sérvios, bósnios, turcos, ciganos, austro-húngaros, ou/e ortodoxos, católicos, muçulmanos e judeus, suportam a trama histórica de Andric.

Andric cresceu em Visegrad; essas relações fazem parte da sua contemporaneidade. No livro, a convivialidade entre pessoas de credos diferentes, é essencialmente corrompida pelos desígnios políticos, históricamente representados por aspirações imperiais: sérvias, otomanas ou austro-húngaras.

Essa narrativa é consentânea com o apoio de Andric ao projecto jugoslavo, com a matriz de criar uma convivialidade entre os povos eslavos do sul, livre do colonialismo imperial e suas tentações.

A recente guerra das Balcãs acrescentou mais um capítulo à sobreposição das vontades políticas. Houve extermínio e limpeza étnica em Visegrad, todas as mesquitas destruídas, 60% (percentagem de muçulmanos) da sua população abandonou a cidade, assim ditou Dayton.  

Visegrad faz agora parte da Repúlbica Srpska, a entidade Sérvia da Bósnia-Herzegovina. Vinte anos passaram do fim da guerra, os minaretes voltaram aos céus da cidade. 

Assim disse Andric:

1. As crianças cristãs, nascidas na margem esquerda, atravessam a ponte nos seus primeiros dias de vida, pois logo na primeira semana levam-nas à igreja para as baptizarem. Mas todas as outras crianças, as que nascem na margem direita, e as muçulmanas, que nem se baptizam, passam, como já acontecera com os pais e avós, a parte principal da infância na ponte ou perto dela.

2. Tudo isto observava a gente que, até então, tinha vivido em paz nas suas casas semeadas pelas encostas junto da barca do Drina. E seria tudo muito bom se pudessem apenas contemplar o progresso da obra: mas estas obras tomararm uma tal proporção e uma tal extensão , que arrastavam para a voragem todos os seres vivos e coisas inanimadas, não só da cidade, mas também de longe.

(…)

Havia mais dinheiro do que antes, mas os preços subiam e a pobreza aumentava mais rapidamente do que chegava o dinheiro que quando ia parar às mãos dos homens já estava meio gasto. Para as gentes da cidade, ainda mais inquietante do que a subida dos preços e dívidas, era o desassossego, a confusão e insegurança que agora reinavam na cidade por causa de tantos trabalhadores vindos sabia-se lá de onde.

(…)

As mulheres muçulmanas têm de cobrir o rosto mesmo quando saem para os seus quintais, pois de todos os lados chegam os olhares de um número sem fim de trabalhadores deste e de outros lugares; os turcos da cidade cumprem rigorosamente os modos do Islão , ainda mais porque todos eles são muçulmanos novos, e não há nenhum que não se recorde de um pai ou de um avô cristão ou recém convertido à fé maometana.

3-  A partir desse dia eram levados para as Portas todos os que eram suspeitos ou culpados de participarem na revolta, presos quer na própria ponte ou em qualquer parte da raia. Ai decapitavam os insurrectos ou simplesmente os infortunados, colocando as suas cabeças sobre as estacas dispostas em redor do fortim. Quanto aos corpos, caso ninguém se apresentasse a reclamá-los, lançavam-nos do alto da ponte para o Drina.

4 - Pelo menos que o povo se lembrasse, nunca houvera um tal silêncio na cidade. As lojas nem chegaram a ser abertas. Nas casas, as portas e as janelas ficaram fechadas, apesar de ser um daqueles dias quentes e soalheiros de fins de Agosto. Ruelas desertas, pátios e jardins como mortos. Nas casas turcas reinava o desalento e a confusão, nas cristas a prudência e a desconfiança. Mas em todas elas - medo. Os austríacos que acabaram de chegar temem emboscadas, os turcos receiam os germanos, e os sérvios os germanos e os turcos. Os judeus, esses, tremem diante de todos, porque sobretudo em tempo de guerra, todos são mais fortes do que eles. Todos eles carregam ainda os ecos do bombardeamento da véspera nos ouvidos. E se todas as pessoas tivessem obedecido ao medo, nem só uma teria posto os pés na rua nesse dia. Mas, qualquer homem tem os seus senhores e patrões.



VER FOTO REPORTAGEM DOS BALCÃS

"Idoru is the second book in William Gibson's Bridge trilogy. Idoru is a science-fiction novel set in a postmodern, dystopian, cyberpunk future.”
A rock star wants to get married to a virtual reality celebrity. A hacker with serious pattern-recognition skills gets called in. Fan culture is where the real juice gets made, listen up children.
Gibson withstands re-runs.

"Idoru is the second book in William Gibson's Bridge trilogyIdoru is a science-fiction novel set in a postmodern, dystopian, cyberpunk future.”

A rock star wants to get married to a virtual reality celebrity. A hacker with serious pattern-recognition skills gets called in. Fan culture is where the real juice gets made, listen up children.

Gibson withstands re-runs.

"The Angry Ones is a powerful story of the hidden and (unacknowledged) racism that faces an educated black man in the professional world and the painful truths that warp interracial sex. Steve Hill, a young black army officer, travels east from California to New York in search of a simple dream: a secure job with a future. He lands a position as a publicity director for a vanity press, and his experiences soon rip the facade of hypocrisy and condescension from a liberal and superficially hip society with its own peculiar political and sexual agendas."

Part of the legendary Old School Books collection

"The Angry Ones is a powerful story of the hidden and (unacknowledged) racism that faces an educated black man in the professional world and the painful truths that warp interracial sex. Steve Hill, a young black army officer, travels east from California to New York in search of a simple dream: a secure job with a future. He lands a position as a publicity director for a vanity press, and his experiences soon rip the facade of hypocrisy and condescension from a liberal and superficially hip society with its own peculiar political and sexual agendas."

Part of the legendary Old School Books collection

DEUS TEM CASPA, de Júlio Henriques

Publicado pela primeira vez em 1988 e esgotado há vários anos, Deus tem Caspa, obra mitológica de Júlio Henriques, abstém-se de qualquer crítica à teologia e – desengane-se o incauto leitor – não se debruça sobre problemas capilares no Além, um tema aliás muito pertinente e literário. Este conjunto de cáusticas crónicas e ficções visa antes o clima mental nacional, «um dos melhores, visto não fazer ondas», e a sociedade capitalista à portuguesa, ou seja, provinciana, apalermada. Lamentando «não vivermos tempos com turbulentas turbas perturbando as turbinas do torpor», Deus tem Caspa faz pontaria certeira à cacarejante modernidade até ela perder o pio. Agora, para gáudio de muitos (ou não), em edição revista e aumentada.

Júlio Henriques é horticultor ortivo e criador de cavalos solazes. Gosta muito de fechar os olhos pra ver. Tradutor, publicista e editor (mais recentemente da revista Flauta de Luz), dedica-se à arte do assobio planado.

antigona.pt

nympheline:
This is my favourite bookstore and bookseller in the world. Bar none.
I used to get to Seattle every six months or so, and whenever I visited I always made it a priority to stop in BLMF and ask its keeper what he’d been reading lately. He possessed an inexhaustible memory, a comfortable lack of snobbery, and impeccable taste. The first book he recommended to me, upon listening gravely to my litany of at-the-moment authors (Barbara Kingsolver, James Clavell, Maeve Binchy, Neil Gaiman, Charles DeLint, Anthony Bourdain) was Tipping the Velvet. He also later landed me with Geek Love, Anno Dracula, half the Aubreyad, and more modern Literature-with-a-capital-L than I could carry home.
The next-to-last time I dropped in, I asked if he had any P. G. Wodehouse.
"I have zero Wodehouse," he said, "and here’s why…"
Turned out that some fiend had taken to creeping in every month or so expressly to inquire of any Wodehouse and, once led to the volumes, to buy it all. ALL. Didn’t matter the condition, the edition, or whether he had another just like it in his possession; the villain bought every single P. G. Wodehouse in stock, every single time.
Was he a fan more comprehensive, more truly fanatical than any other I’d heard of, let alone known? Was he virulently anti-Wodehouse, only purchasing the books to keep their wry poison from infecting the impressionable masses? The world may never know.
I didn’t get any Wodehouse then, and I didn’t really feel the lack. I found plenty of other treasures that trip. But here’s one reason why BLMF and its proprietor are my favourite of their kind: that was two years ago, you see. Maybe three. In all that interim, I never planted foot in that bookshop. Never called. Never wrote. And I’m one face out of hundreds of thousands, dear reader; one reader he saw twice a year for three years, then not again for another three.
But I walked in the shop last Friday. Nodded hello.
"Can I help you find anything?" he asked, lifting his head from the phone.
"No, I’m good," I said.
"Wait—hold on a second." He set the phone down, walked ‘round the towers of books balanced precariously on the desk, on the floor, and atop other, only slightly less precarious towers. He jerked his head conspiratorially toward the far end of the shop, led me carefully to a shelf way in the back, removed a tattered stack of mass market paperbacks and motioned me closer to see what they’d been hiding.
Fifteen pristine Wodehouses: crisp, heavy, and—
“Hardcover,” he said, and waggled his eyebrows.
Reader, I bought them all.

nympheline:

This is my favourite bookstore and bookseller in the world. Bar none.

I used to get to Seattle every six months or so, and whenever I visited I always made it a priority to stop in BLMF and ask its keeper what he’d been reading lately. He possessed an inexhaustible memory, a comfortable lack of snobbery, and impeccable taste. The first book he recommended to me, upon listening gravely to my litany of at-the-moment authors (Barbara Kingsolver, James Clavell, Maeve Binchy, Neil Gaiman, Charles DeLint, Anthony Bourdain) was Tipping the Velvet. He also later landed me with Geek Love, Anno Dracula, half the Aubreyad, and more modern Literature-with-a-capital-L than I could carry home.

The next-to-last time I dropped in, I asked if he had any P. G. Wodehouse.

"I have zero Wodehouse," he said, "and here’s why…"

Turned out that some fiend had taken to creeping in every month or so expressly to inquire of any Wodehouse and, once led to the volumes, to buy it all. ALL. Didn’t matter the condition, the edition, or whether he had another just like it in his possession; the villain bought every single P. G. Wodehouse in stock, every single time.

Was he a fan more comprehensive, more truly fanatical than any other I’d heard of, let alone known? Was he virulently anti-Wodehouse, only purchasing the books to keep their wry poison from infecting the impressionable masses? The world may never know.

I didn’t get any Wodehouse then, and I didn’t really feel the lack. I found plenty of other treasures that trip. But here’s one reason why BLMF and its proprietor are my favourite of their kind: that was two years ago, you see. Maybe three. In all that interim, I never planted foot in that bookshop. Never called. Never wrote. And I’m one face out of hundreds of thousands, dear reader; one reader he saw twice a year for three years, then not again for another three.

But I walked in the shop last Friday. Nodded hello.

"Can I help you find anything?" he asked, lifting his head from the phone.

"No, I’m good," I said.

"Wait—hold on a second." He set the phone down, walked ‘round the towers of books balanced precariously on the desk, on the floor, and atop other, only slightly less precarious towers. He jerked his head conspiratorially toward the far end of the shop, led me carefully to a shelf way in the back, removed a tattered stack of mass market paperbacks and motioned me closer to see what they’d been hiding.

Fifteen pristine Wodehouses: crisp, heavy, and—

Hardcover,” he said, and waggled his eyebrows.

Reader, I bought them all.

(via bookporn)

African Art by Maurice Delafosse 
Description: 
African Art invites you to explore the dynamic origins of the vast artistic expressions arising from the exotic and mystifying African continent. Since the discovery of African art at the end of the nineteenth century during the colonial expositions it has been a limitless source of inspiration for artists who, over time, have perpetually recreated these artworks. The power of Sub-Saharan African art lies within its visual diversity, demonstrating the creativity of the artists who are continuing to conceptualise new stylistic forms. From Mauritania to South Africa and from the Ivory Coast to Somalia, statues, masks, jewellery, pottery and tapestries compose a variety of daily and ritual objects springing from these richly varied societies.

African Art by Maurice Delafosse 

Description: 

African Art invites you to explore the dynamic origins of the vast artistic expressions arising from the exotic and mystifying African continent. Since the discovery of African art at the end of the nineteenth century during the colonial expositions it has been a limitless source of inspiration for artists who, over time, have perpetually recreated these artworks. The power of Sub-Saharan African art lies within its visual diversity, demonstrating the creativity of the artists who are continuing to conceptualise new stylistic forms. From Mauritania to South Africa and from the Ivory Coast to Somalia, statues, masks, jewellery, pottery and tapestries compose a variety of daily and ritual objects springing from these richly varied societies.

(via africaisdonesuffering)

Words Made Flesh: Code, Culture, Imagination
by Florian Cramer
 
Executable code existed centuries before the invention of the computer in magic, Kabbalah, musical composition and experimental poetry. These practices are often neglected as a historical pretext of contemporary software culture and electronic arts. Above all, they link computations to a vast speculative imagination that encompasses art, language, technology, philosophy and religion. These speculations in turn inscribe themselves into the technology. Since even the most simple formalism requires symbols with which it can be expressed, and symbols have cultural connotations, any code is loaded with meaning. This booklet writes a small cultural history of imaginative computation, reconstructing both the obsessive persistence and contradictory mutations of the phantasm that symbols turn physical, and words are made flesh.
 


publisher
Download (updated on 2012-10-11)View online (HTML, added on 2013-7-1) Sequel: Exe.cut(up)able statements: Poetische Kalküle und Phantasmen des selbstausführenden Texts (2011, in German)

Words Made Flesh: Code, Culture, Imagination

by Florian Cramer

 

Executable code existed centuries before the invention of the computer in magic, Kabbalah, musical composition and experimental poetry. These practices are often neglected as a historical pretext of contemporary software culture and electronic arts. Above all, they link computations to a vast speculative imagination that encompasses art, language, technology, philosophy and religion. These speculations in turn inscribe themselves into the technology. Since even the most simple formalism requires symbols with which it can be expressed, and symbols have cultural connotations, any code is loaded with meaning. This booklet writes a small cultural history of imaginative computation, reconstructing both the obsessive persistence and contradictory mutations of the phantasm that symbols turn physical, and words are made flesh.

 

publisher

Download (updated on 2012-10-11)
View online (HTML, added on 2013-7-1)
Sequel: Exe.cut(up)able statements: Poetische Kalküle und Phantasmen des selbstausführenden Texts (2011, in German)

Anti-Media, Ephemera on Speculative Arts,
by Florian Cramer

 
about the book:

1. There is art, and there is anti-art. 2. If that is so, there must also be anti-media. 3. ‘Media’ as a term is as fuzzy as ‘art’. 4. Both ‘art’ and ‘media’ refuse to go away. Anti-media is what remains if one debunks the notion of media but can’t get rid of it.
This book reflects on anti-copyright, porn, creative industries, post- punk, Arts and Crafts and constructivism, cooking as contemporary art, Oulipo, post-digitality, mezangelle, Anonymous and 4chan, Fluxus, amateurism, file sharing networks, pop culture, 17th century poetry, electroacoustic music, Neonazi communication guerilla, Rotterdam, romanticism, electronic literature, Mail Art, ontology, Super 8, Rosicrucianism and conceptual art.

 
about the author: Florian Cramer is a practice-oriented research professor for new communication technologies, their cultures and their impact on art and design professions at Creating 010, Rotterdam University of Applied Science. He also is dean of the Parallel University of WORM, Rotterdam’s Institute of Avant-gardistic Recreation.

Anti-Media, Ephemera on Speculative Arts,

by Florian Cramer

 

about the book:

1. There is art, and there is anti-art.
2. If that is so, there must also be anti-media.
3. ‘Media’ as a term is as fuzzy as ‘art’.
4. Both ‘art’ and ‘media’ refuse to go away.
Anti-media is what remains if one debunks the notion of media but can’t get rid of it.

This book reflects on anti-copyright, porn, creative industries, post- punk, Arts and Crafts and constructivism, cooking as contemporary art, Oulipo, post-digitality, mezangelle, Anonymous and 4chan, Fluxus, amateurism, file sharing networks, pop culture, 17th century poetry, electroacoustic music, Neonazi communication guerilla, Rotterdam, romanticism, electronic literature, Mail Art, ontology, Super 8, Rosicrucianism and conceptual art.

 

about the author: Florian Cramer is a practice-oriented research professor for new communication technologies, their cultures and their impact on art and design professions at Creating 010, Rotterdam University of Applied Science. He also is dean of the Parallel University of WORM, Rotterdam’s Institute of Avant-gardistic Recreation.