1. Please join us on Wednesday, April 23rd, at 6:30pm, as we welcome Chris Abani in conversation with Bryan Gruley to discuss The Secret History of Las Vegas.

    We welcome Chris Abani, the PEN/Hemingway Award-winning author of GraceLand and The Virgin of Flames. Abani will discuss his latest novel, The Secret History of Las Vegas. At the core of this propulsive literary thriller are Fire and Water, the deformed conjoined twins who are members of a sideshow called the Carnival of Lost Souls, and Salazar, the brutish detective trying to solve a gruesome spate of murders. 

    Abani will be in conversation with Bryan Gruley, the critically acclaimed author of Starvation Lake: A Mystery, and the sequels, The Hanging Tree and The Skeleton Box. Gruley is a reporter-at-large for Bloomberg News, writing long-form features for Bloomberg Businessweek magazine. 

    “Chris Abani might be the most courageous writer working right now…If you want to get at the molten heart of contemporary fiction, Abani is the starting point.” 
    —Dave Eggers, author of The Circle

    Go do this, if you’re in the area!

    (Source: citylit-books)

  2. Marriette Tosel vai realizar a exposição Beijo de Boca dedicada ao livro W.C. na galeria da Abysmo (em Lisboa) a inaugurar no dia 25 de Abril, às 18h. O evento conta com a presença de Tiago Manuel, representante em Portugal desta artista belga, sabemos que foram feitas 20 originais novos e estarão patentes até 9 de Maio. Esta exposição veio em boa altura uma vez que o trabalho foi seleccionado para COMIC AND CARTOON ART ANNUAL (categoria “Long Form”) pela Society of Illustrators (Nova Iorque), a mesma instituição que premiou recentemente André da Loba e Marta Monteiro.

 
“W.C. é Wonderful Choise - que em português resulta menos bem, Escolha Maravilhosa - um tratado Dada para destruir a figura do matrimónio e a relação entre homens e mulheres. Não que o livro o faça literalmente porque as pessoas com as suas ideias de caganita já o fazem por elas próprias. O retrato construído com o habitual humor dos belgas corta qualquer hipótese de redenção para esta instituição. Com uma capa forrada a pano com um cunho prateado e 128 p. A6 a preto e branco eis um livro que não se deve perder até porque só foram impressos 700 exemplares. O texto está em português e em inglês.”

    Marriette Tosel vai realizar a exposição Beijo de Boca dedicada ao livro W.C. na galeria da Abysmo (em Lisboa) a inaugurar no dia 25 de Abril, às 18h.

    O evento conta com a presença de Tiago Manuel, representante em Portugal desta artista belga, sabemos que foram feitas 20 originais novos e estarão patentes até 9 de Maio.

    Esta exposição veio em boa altura uma vez que o trabalho foi seleccionado para COMIC AND CARTOON ART ANNUAL (categoria “Long Form”) pela Society of Illustrators (Nova Iorque), a mesma instituição que premiou recentemente André da Loba e Marta Monteiro.

     

    W.C. é Wonderful Choise - que em português resulta menos bem, Escolha Maravilhosa - um tratado Dada para destruir a figura do matrimónio e a relação entre homens e mulheres. Não que o livro o faça literalmente porque as pessoas com as suas ideias de caganita já o fazem por elas próprias. O retrato construído com o habitual humor dos belgas corta qualquer hipótese de redenção para esta instituição.

    Com uma capa forrada a pano com um cunho prateado e 128 p. A6 a preto e branco eis um livro que não se deve perder até porque só foram impressos 700 exemplares. O texto está em português e em inglês.”

  3. MarArTona de Poesia: Rosalina Marshall

     

    Gravado no dia 12 de Abril de 2014 por Paulo Raposo na Zona Franca, aos Anjos. Lisboa.

    Capa: a partir de foto de Marta Raquel Fonseca

     

    em Abril,

    depois do país habitual, do SAAL, e do turismo rural, do colonialismo
    e de mais do mesmo, d’essa enxada é minha e de ter de tratar da
    vidinha, dos ajuntamentos e ajustamentos da ascenção da classe média e
    do declínio e queda do Filipe La Féria, da auto-construção, dos Sétima
    Legião e da gentrificação, febre suína e da Etelvina, da PIDE e do
    José Cid, do Salgueiro Maia e da Vila Faia, da luta de classes e
    aumento dos passes, comissões de trabalhadores e alto Q.I. dos
    esquentadores, do retorno dos Mellos e da Joana Vasconcelos, do avô
    Cavernoso e do champô Quitoso, do Fungágá da Bicharada e da Acampada,
    do Chico Fininho e do Marinho Pinho, das Greves Gerais e Ciências
    Sociais, do Sá Carneiro, Roque Santeiro e César Monteiro, das Doce e
    do tremoço, da malta do Frágil e da Mota Engil, do IPAAR e da Feira
    Popular, da Nova Gente, o Independente, e o novo Intendente, do
    turismo na linha e da galinha da vizinha, das ajudas externas e das
    idas às termas, dos condomínios de luxo e da falta de luz, dos
    milagres económicos e interlúdios cómicos, do pós-modernismo e
    nacional-cançonetismo, do Alberto Pimenta e aguenta aguenta, dos
    anúncios da Meo e do liberalismo neo, das provas de vinhos e brincar
    aos pobrezinhos, do punk, pós-punk, e voltar a lavar a roupa no
    tanque, dos estágio não remunerados e casas de fados, do fascínio e da
    faxina, da farra e da pouca uva, depois do futuro e do Kuduru, depois
    da democracia e disto,

    depois disto tudo,

    enquanto isto tudo,

    às tantas, por essas e por outras,

    e de um estirada, a dar largas uns aos outros,

    vai-se juntar gente para ler & tocar

    no Pátio da Zona Franca,

    depois de tudo, enquanto isto, e antes do resto

     

     

  4. «- Miss Machado, antes de de lhe mostrar o que tenho aqui guardado para si, gostava que me prestasse uma informação.»

    « Por acaso sabe se o Carvalho é vivo?.»

    (…)

    «Refiro-me ao Carvalho, aquele que fez o plano do golpe de Estado, e ao fim e ao cabo o executou ponto por ponto. Genial. the portuguese red oak, you know? The biggest one? Conforme diz, também eu creio que continua vivo. Mas o Antunes, esse, não está mais vivo.»

    In Memoráveis, Lídia Jorge.

  5. britoguterres:

Moving out, organizing everuthing again, and its findings….

    britoguterres:

    Moving out, organizing everuthing again, and its findings….

  6. New “Stripburger”  Collective comics from Ljubljana, Slovenia
"Radio!” issue april 2014 cover: Léo Quievreux

    New “Stripburger”  Collective comics from Ljubljana, Slovenia

    "Radio!” issue april 2014
    cover: Léo Quievreux

  7. Riding on the dynamics of disaster →

    Preface to the Turkish translation of the book

    After the future

    I wrote this book in the year 2009 while the centenary of the Manifesto Futurista was approaching. Five years have passed since, and many things now appear in a more clear light (I mean in a more dark light).

    Five years ago the…

  8. "Japanese rock ‘n’ roll music of the past decade has offered the West so much of worth that the time has now come to question how Japan’s rock musicians reached this fascinating place. The long-sustained underground careers of such contemporary movers and shakers as the Boredoms, Acid Mothers Temple, Boris, High Rise, Ghost and their ilk have - while meaning doodly-squat in their own country - managed to inspire so many new musicians here in the West that I felt it was essential to investigate thoroughly the Japanese music of their childhoods and teenage years. For, just as Krautrock and the John Peel show sustained my own lost generation in those early ’70s wilderness years before our own voices could be heard through punk rock, so must the musicians of the aforementioned current Japanese bands have been shown evidence from some previous (and possibly now lost) generation that a heady rock ‘n’ roll lifestyle was still possible in Japan’s notoriously anti-hard-drug culture. That these contemporary Japanese bands drank huge draughts from the same fountainhead as we British and American rock ‘n’ rollers is indisputable, but I knew from my own four tours of Japan that it could be barely half the picture. For those tours revealed to me just how carefully the Japanese thrust everything they discover from the outside world through their own singularly Japanese filter, mainly resulting in a peculiar copy of the original, but quite often bringing forth something magnificent and wholly better than that which had first inspired it. I figured that if Japan’s rock ‘n’ roll followed the same pattern as the rest of its culture, then there must be a high percentage of lost genius still awaiting rediscovery. For, as we have seen from some of the wonderful music recorded in the Communist Bloc and under fascist regimes, most rock ‘n’ roll artists of any real worth will, in their quest to activate the Ur-spirit that dwells within them, inevitably cull experiences from vastly different sources.


Speed Glue & Shinki
Of course, post-war Japan was democratic, but its rules of freedom and what freedom permitted were still being set. In this way, Japanese rock artists probably share much of the same spirit of adventure and experience as their equivalent West German ‘Krautrock’ counterparts, only more so on account of Japan’s long history of feudalism, its use of an entirely different alphabet and its geographical remove from the rock ‘n’ roll Ur-source.”

- Julian Cope, JAPROCKSAMPLER

    "Japanese rock ‘n’ roll music of the past decade has offered the West so much of worth that the time has now come to question how Japan’s rock musicians reached this fascinating place. The long-sustained underground careers of such contemporary movers and shakers as the Boredoms, Acid Mothers Temple, Boris, High Rise, Ghost and their ilk have - while meaning doodly-squat in their own country - managed to inspire so many new musicians here in the West that I felt it was essential to investigate thoroughly the Japanese music of their childhoods and teenage years. For, just as Krautrock and the John Peel show sustained my own lost generation in those early ’70s wilderness years before our own voices could be heard through punk rock, so must the musicians of the aforementioned current Japanese bands have been shown evidence from some previous (and possibly now lost) generation that a heady rock ‘n’ roll lifestyle was still possible in Japan’s notoriously anti-hard-drug culture. That these contemporary Japanese bands drank huge draughts from the same fountainhead as we British and American rock ‘n’ rollers is indisputable, but I knew from my own four tours of Japan that it could be barely half the picture. For those tours revealed to me just how carefully the Japanese thrust everything they discover from the outside world through their own singularly Japanese filter, mainly resulting in a peculiar copy of the original, but quite often bringing forth something magnificent and wholly better than that which had first inspired it. I figured that if Japan’s rock ‘n’ roll followed the same pattern as the rest of its culture, then there must be a high percentage of lost genius still awaiting rediscovery. For, as we have seen from some of the wonderful music recorded in the Communist Bloc and under fascist regimes, most rock ‘n’ roll artists of any real worth will, in their quest to activate the Ur-spirit that dwells within them, inevitably cull experiences from vastly different sources.

    Speed Glue & Shinki

    Of course, post-war Japan was democratic, but its rules of freedom and what freedom permitted were still being set. In this way, Japanese rock artists probably share much of the same spirit of adventure and experience as their equivalent West German ‘Krautrock’ counterparts, only more so on account of Japan’s long history of feudalism, its use of an entirely different alphabet and its geographical remove from the rock ‘n’ roll Ur-source.”

    - Julian Cope, JAPROCKSAMPLER

  9. 'ESTÚPIDA', a nova revista literária portuense →

    "A estupidez é tanta que ninguém percebe o porquê da edição da Estúpida nestes tempos digitalmente estúpidos e à beira de um banho de sangue"

    Textos de caráter interventivo "que tentam reavivar e questionar o papel do intelectual e do escritor na sociedade que o rodeia", explica António S. Oliveira. "Convinha que desse sangue", desabafa, “era sinal de um despertar”.

  10. "Be all you can be. Read." – Peter Max’s 1969 National Library Week poster

    "Be all you can be. Read." – Peter Max’s 1969 National Library Week poster

  11. (via WINK BOOKS)

    (via WINK BOOKS)

  12. Intubado y en fase terminal, el Atlético arrastraba su imagen por esos campos de Dios. Agobiado por la deuda de una gestión negligente, lastrado por una directiva ilegítima y condenado a simple comparsa y chiste fácil en la oficina, el Atlético se asomaba al borde del precipicio. Envuelto su enésimo proyecto de autodestrucción, el club recurrió a una bala de plata: Simeone. Un ídolo como nuevo paraguas para los dos que todavía presiden un club de todos. En unos meses, el Cholo invirtió el curso de la historia, enterró el traje del Pupas y construyó una máquina de competir. Heredó un muerto y devolvió un campeón. El efecto Simeone, el cholismo, se compone de dos palabras: grupo y equipo. Y sólo conjuga un verbo: ganar.

    Intubado y en fase terminal, el Atlético arrastraba su imagen por esos campos de Dios. Agobiado por la deuda de una gestión negligente, lastrado por una directiva ilegítima y condenado a simple comparsa y chiste fácil en la oficina, el Atlético se asomaba al borde del precipicio. Envuelto su enésimo proyecto de autodestrucción, el club recurrió a una bala de plata: Simeone. Un ídolo como nuevo paraguas para los dos que todavía presiden un club de todos. En unos meses, el Cholo invirtió el curso de la historia, enterró el traje del Pupas y construyó una máquina de competir. Heredó un muerto y devolvió un campeón. El efecto Simeone, el cholismo, se compone de dos palabras: grupo y equipo. Y sólo conjuga un verbo: ganar.

  13. HARPOEMACTO I

    No surrealismo português, mais propriamente chamado abjeccionismo por causa da abjecção que a pátria inspira, Mário Cesariny e António José Forte são dois relâmpagos demorados, dois rastilhos futuríveis, dois fulgores nunca extintos que percorrem a nossa noite mental, o nosso mal, estes medonhos abismos dos costumes blandícios.

    Horto de Punhais convoca as suas vozes, mai-la de Nuno Pinto, para em palco exprimir, na úbere associação de fala e harpa – fala bradada de bardo, harpa arpoeira de sons –, o inaudito fragor em que se espelham ecos ocos, laços loucos, mortos moucos, enxergando-se por detrás, em tremeluz de tv, as figuras explicativas do desastre, a governação dos governados, o entretido povo pós-moderno que anda a precisar, como de pão para a boca, de um Ubu que lhe incendeie os miolos e que das tripas dos governantes faça condecorações.

    Júlio Henriques

  14. These are selections from Wild Pilgrimage (1932), a wordless novel by Lynd Ward.  The story is told entirely through the illustrations, and Ward manages two plot threads by color-coding them.  The real world is represented in black-and-white, while the main character’s inner life is depicted in red and white. Ward’s books deal with the role of the individual in society, the identity of the artist, and the hardships and exploitation suffered by the working classes.

    Ward worked primarily in wood engraving, which allowed for a refined line and detail.  His style combines the emotive elements of Expressionism with the monumental, muscular figures of Art Deco.  Ward varies the use of space and even the dimensions of his images, providing the reader with a changing experience as pages are turned.

    (Source: muspeccoll)

  15. Zona de Desconforto

"Eis novo livro da nossa colecção de livros de viagem para quem gosta de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro, a LowCCCosst.  Zona de Desconforto é uma recolha de relatos de autores de Banda Desenhada que foram estudar ou trabalhar para fora de Portugal … Os autores apesar de terem sido “obrigados” a trabalharem em registo autobiográfico para relatarem as suas experiências, que vão da leve piada do choque cultural às reflexões profundas e intimistas, ainda assim o estilo pessoal de cada autor não foi prejudicado. Organizado por ordem cronológica, o livro começa com André Coelho, que estudou em Barcelona, em 2006, e expõe as questões nacionalistas catalãs, mas a experiência similar de Amanda Baezano País Basco (estudou em Bilbao, em 2010) é mostrada de uma forma oposta e “leftfield”. Holanda vai ser uma coincidência de país para a “globe trotter” Christina Casnellie(em 2006) e um ano mais tarde, José Smith Vargas, maior é a coincidência é que  ambos desmontam a sociedade holandesa e a “pan-ibérica”. Londres também é uma “coincidência” para encontramosOndina Pires(ex-Pop Dell’Arte, ex-The Great Lesbian Show) entre 2008 e 2010, e Francisco Sousa Lobo (vencedor do concurso “500 paus”) entre 2010 e 2013, que usam “comic relief” q.b. para contar a depressão que se sente na capital inglesa, e no caso de Lobo esta sua BD é uma “companion” para o badalado romance gráfico O Desenhador Defunto. Mas antes, David Campos complementando a sua experiência da Guiné-Bissau (relatada no Kassumai) visita o resort  de Cap Skirring (Senegal) em 2007 para alertar-nos da exploração não só de recursos económicos mas também sexuais de África. Em 2013 ainda temos as instrospecções políticas de Tiago Baptista em Berlim, durante uma residência artística; e mais extremas as deslocações sul-americanas de Júlia Tovar para Buenos Aires, decidida a criar a sua família, e com alguma ponta de ironia Daniel Lopes mostra o Brasil como o “futuro”, na sua recente visita profissional, como académico. Esta edição foi coordenada por Marcos Farrajota, frustrado e impotente em testemunhar a emigração, em alguns casos forçada, dos seus amigos e conhecidos à procura de melhores condições de vida, num país que deixa um filha-da-puta de um político alarvar bitaites de que “o melhor que os jovens portugueses têm a fazer é emigrar”. O livro não tem uma “agenda política” porque deixa que o relato de cada autor siga o seu rumo, com saldo positivo ou negativo, deixando ao leitor a interpretação que desejar.”

Arranjo gráfico: Joana Pires; Capa de João Fazenda;

    Zona de Desconforto

    "Eis novo livro da nossa colecção de livros de viagem para quem gosta de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro, a LowCCCosst.

    Zona de Desconforto é uma recolha de relatos de autores de Banda Desenhada que foram estudar ou trabalhar para fora de Portugal



    Os autores apesar de terem sido “obrigados” a trabalharem em registo autobiográfico para relatarem as suas experiências, que vão da leve piada do choque cultural às reflexões profundas e intimistas, ainda assim o estilo pessoal de cada autor não foi prejudicado.

    Organizado por ordem cronológica, o livro começa com André Coelho, que estudou em Barcelona, em 2006, e expõe as questões nacionalistas catalãs, mas a experiência similar de Amanda Baezano País Basco (estudou em Bilbao, em 2010) é mostrada de uma forma oposta e “leftfield”.

    Holanda vai ser uma coincidência de país para a “globe trotter” Christina Casnellie(em 2006) e um ano mais tarde, José Smith Vargas, maior é a coincidência é que  ambos desmontam a sociedade holandesa e a “pan-ibérica”.

    Londres também é uma “coincidência” para encontramosOndina Pires(ex-Pop Dell’Arte, ex-The Great Lesbian Show) entre 2008 e 2010, e Francisco Sousa Lobo (vencedor do concurso “500 paus”) entre 2010 e 2013, que usam “comic relief” q.b. para contar a depressão que se sente na capital inglesa, e no caso de Lobo esta sua BD é uma “companion” para o badalado romance gráfico O Desenhador Defunto. Mas antes, David Campos complementando a sua experiência da Guiné-Bissau (relatada no Kassumai) visita o resort  de Cap Skirring (Senegal) em 2007 para alertar-nos da exploração não só de recursos económicos mas também sexuais de África.

    Em 2013 ainda temos as instrospecções políticas de Tiago Baptista em Berlim, durante uma residência artística; e mais extremas as deslocações sul-americanas de Júlia Tovar para Buenos Aires, decidida a criar a sua família, e com alguma ponta de ironia Daniel Lopes mostra o Brasil como o “futuro”, na sua recente visita profissional, como académico.

    Esta edição foi coordenada por Marcos Farrajota, frustrado e impotente em testemunhar a emigração, em alguns casos forçada, dos seus amigos e conhecidos à procura de melhores condições de vida, num país que deixa um filha-da-puta de um político alarvar bitaites de que “o melhor que os jovens portugueses têm a fazer é emigrar”.

    O livro não tem uma “agenda política” porque deixa que o relato de cada autor siga o seu rumo, com saldo positivo ou negativo, deixando ao leitor a interpretação que desejar.”

    Arranjo gráfico: Joana Pires; Capa de João Fazenda;